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As origens do Carnaval

Não é uma festa tipicamente brasileira, como muitos acreditam. Trata-se de uma herança recebida de diversos povos pagãos como os romanos, gregos, egípcios e outros que festejavam as grandes colheitas e louvavam as divindades em quem acreditavam.

A mais antiga destas festas foi a que os romanos realizavam em honra a Saturno, deus da Agricultura e que eram conhecidas como saturnais. Nestas ocasiões, o povo dançava pelas ruas, os escravos eram libertados e todos eles desfilavam nus numa espécie de carro com formato parecido ao de navios a que davam o nome de carrum navalis (ou carro naval). Alguns historiadores acreditam estar aí a origem da palavra carnaval .

No entanto,  a maioria acredita firmemente que o termo carnaval vem da expressão latina carnem levare (significando retirar ou ficar livre da carne)  já que, na Idade Média, o Carnaval passou a contar com um período de celebração regular  quando essas velhas festividades pagãs foram incorporadas pela Igreja Católica, passando a marcar os últimos dias de liberdade antes das restrições impostas pela Quaresma, oficializada em 1091 onde, devido ao período de penitência, era proibido comer carne  para os cristãos.  Assim, o Carnaval começou a ser usualmente comemorado como um contraponto  ao comportamento reservado e à reflexão espiritual que se exige na  data católica.

Acredita-se  que a variação da data do Carnaval no calendário se deve justamente à ligação que existe com a comemoração da  Páscoa que,  no hemisfério sul, sempre acontece no primeiro domingo após a primeira lua cheia do outono.  Sabendo-se a data da Páscoa, basta retroceder 46 dias no calendário (40 da Quaresma mais seis da Semana Santa) para se chegar à Quarta-Feira de Cinzas. Em 1545 no Concílio de Trento,  o Carnaval voltou a ser uma festa popular. Daí em diante, cada cidade passou a organizar os festejos à sua maneira, com  máscaras, músicas, danças e excessos compunham os instrumentos de fantasia, divertimento e crítica social. Carnaval como de Veneza, Nice, Paris se destacaram aos olhos do mundo entre os séculos XVII e XIX.

Os festejos e comemorações do Carnaval passaram por diversas transformações  e adquiriram diferentes formas nos países que mantiveram a celebração.  Até chegarmos ao Carnaval dos padrões hoje conhecidos, diferentes tipos de festa ocorreram com o mesmo nome.

Aqui no Brasil, é a manifestação cultural mais conhecida e em suas origens reúne elementos representativos das várias culturas  que formaram o país embora preserve poucas das suas características originais. As principais aconteceram através de duas rotas conhecidas, a África, onde os negros com suas danças e cantos nos trouxeram a semente desta manifestação e a Europa, através das festas tradicionais de Portugal, como o entrudo, uma folia onde eram comuns as brincadeiras com água.

Entrudar significa molhar com água, encher  de goma ou talcos, fazer peça por isso o  Carnaval daqui foi, até a metade do século XIX, uma festa de muita sujeira e molhadeira ,  onde os foliões se armavam de baldes e latas cheias de água e  todos acabavam molhados.. Os escravos se divertiam jogando polvilho e farinha de trigo uns nos outros ou espirrando água pelas ruas com o auxílio de uma enorme bisnaga de lata.

Não se misturando com eles, as famílias brancas ficavam em casa e brincavam o Carnaval fazendo guerras de laranjinhas , pequenas bolas de cera que se quebravam espalhando água perfumada, ou então, jogando de suas janelas um líquido não tão cheiroso na cabeça dos passantes. Com o passar dos anos, a brincadeira foi ficando mais agressiva. Água suja, farinha e talco lambuzavam as roupas dos brincalhões. Limões, laranjas e ovos eram atirados em quem estivesse na rua.

Por isso as pessoas evitavam sair às ruas durante os dias do entrudo. . Isso fez com que os bailes de máscara, realizados apenas para a elite durante o Primeiro Império, e, a partir da década de 1840, para a classe média, fizessem muito sucesso.

Nesses bailes, que eram pagos e feitos em teatros e hotéis do Rio de Janeiro, não se dançava o samba, mas sim o schottische,  as mazurcas, as polcas, as valsas e o maxixe, que era o único ritmo genuinamente nacional.

O carnaval da rua, entretanto, quase não existia por causa da violência do entrudo então  alguns jornalistas da época começaram a estimular a criação de carnavais que imitassem os de Roma e de Veneza, onde as pessoas saiam às ruas fantasiadas para tomar parte no corso ou para realizarem batalhas de flores ou de confete.  Foi por isso então, que após esta campanha dos jornalistas que os desfiles de rua começaram a acontecer.

A partir daí o Carnaval pode ser dividido em dois tipos distintos de manifestação: um, feito pelas classes mais ricas nos bailes de salão, nas batalhas de flores, nos corsos e desfiles de carros alegóricos; outro, feito pelas classes mais pobres nos maracatus, cordões, blocos, ranchos, frevos, troças, afoxés e, finalmente, nas escolas de samba.

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Um Comentário

  1. Interessante essas informações, não as conhecia.
    Parabéns!

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